NOTÍCIAS FASUL
O que faz um educador social no CRAS? Atuação e atividades
Entenda a atuação do educador social no CRAS, as atividades no SCFV, o trabalho em equipe e o que conferir sobre formação e requisitos locais.
Publicado em 10/10/2026

Resumo rápido
- O CRAS organiza e oferece serviços da Proteção Social Básica do SUAS, com foco na prevenção e no acesso a direitos.
- A Resolução CNAS nº 9/2014 descreve a função de orientador social ou educador social no SUAS.
- No SCFV, há atividades coletivas de arte, cultura, lazer e esporte, em grupos organizados por idade ou de forma intergeracional.
- A atuação pode envolver planejamento, facilitação de atividades, acolhida, registros cuidadosos e trabalho em equipe.
- A resolução situa a ocupação entre funções de nível médio no SUAS; editais locais informam os requisitos de cada vaga.
A atuação do educador social em um CRAS combina educação social e proteção social. O trabalho não se limita a organizar oficinas: as atividades devem dialogar com a convivência, a participação e o acesso a direitos, considerando o serviço ofertado e a realidade do território.
O que é o CRAS e onde o educador social atua?
O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é uma unidade pública que organiza e oferece serviços da Proteção Social Básica do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em territórios com vulnerabilidade e risco social. Entre seus objetivos estão prevenir situações de risco, fortalecer vínculos familiares e comunitários e ampliar o acesso a direitos. Saiba mais na página oficial sobre o CRAS. (gov.br)
Nesse contexto, a Resolução CNAS nº 9/2014 reconhece a denominação orientador social ou educador social e descreve atribuições de apoio aos serviços, ao planejamento e às atividades com pessoas e famílias. A rotina concreta depende da organização local e do serviço em que o profissional atua. Para uma leitura comentada das atribuições, consulte também o artigo do GESUAS sobre o papel do educador social no SUAS. (aplicacoes.mds.gov.br)
Principais atividades do educador social em um CRAS
Planejar e facilitar ações socioeducativas
Entre as atribuições descritas na resolução estão desenvolver atividades de convivência e socialização, facilitar oficinas e vivências individuais ou coletivas e apoiar a organização de eventos artísticos, lúdicos e culturais. As ações podem acontecer na unidade ou na comunidade e devem considerar diferentes ciclos de vida e a participação das pessoas atendidas.
O objetivo não é apenas preencher a agenda com atividades. Uma proposta socioeducativa ganha sentido quando se relaciona às necessidades do grupo e contribui para a convivência, a participação social e a proteção de direitos.
Acolher, acompanhar e registrar
O educador social pode contribuir para uma acolhida receptiva, acompanhar a participação nas atividades e apoiar a identificação e o registro de necessidades. A resolução ressalta a importância de preservar a privacidade das informações. Esses registros ajudam a equipe a planejar ações e a acompanhar o trabalho realizado, de acordo com os procedimentos do serviço.
Trabalhar em equipe e articular a rede
A atuação também pode incluir reuniões de equipe, apoio ao planejamento, orientação sobre serviços e programas e colaboração em encaminhamentos. O profissional participa da articulação com a rede socioassistencial e outras políticas públicas, conforme os fluxos locais. Assim, seu trabalho se integra à equipe de referência, em vez de acontecer de forma isolada.
Como a atuação aparece no SCFV?
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um exemplo de contexto de atuação. O serviço é complementar ao trabalho social com famílias realizado pelo PAIF, atende grupos e pode ser ofertado no CRAS ou em Centros de Convivência. As atividades incluem propostas artísticas, culturais, de lazer e esportivas, organizadas conforme a idade dos participantes ou de forma intergeracional. O MDS explica os objetivos e a organização do SCFV. (gov.br)
Quando trabalha nesse serviço, o educador social pode apoiar o planejamento dos encontros, facilitar atividades e observar como o grupo participa. O ponto central é conectar a proposta ao convívio, à troca de experiências e ao fortalecimento das relações, e não tratar a oficina apenas como passatempo. O SCFV é um exemplo; a rotina de cada vaga depende do serviço e da organização local.
Formação, nível superior e relação com a docência
A Resolução CNAS nº 9/2014 situa o orientador social ou educador social entre as ocupações de escolaridade de nível médio no SUAS. Isso funciona como referência nacional para a ocupação, mas não substitui a leitura do edital ou da descrição de uma vaga específica: o processo seletivo local pode indicar requisitos próprios de escolaridade, experiência ou formação complementar.
Também é importante não equiparar automaticamente o educador social a um professor da educação básica. Embora a atuação envolva práticas educativas, o trabalho no CRAS tem contexto socioassistencial. A Lei nº 15.326, de 6 de janeiro de 2026, trata do reconhecimento de professores da educação infantil que exercem função docente, atuam diretamente com crianças e atendem aos requisitos de formação e ingresso previstos no texto legal. A lei não afirma que todo educador social de CRAS passe automaticamente à carreira do magistério. Para analisar um cargo concreto, é necessário consultar suas atribuições e as normas locais. Leia a Lei nº 15.326/2026. (planalto.gov.br)
O que observar antes de buscar uma vaga?
- Verifique se a função está vinculada ao CRAS, ao SCFV ou a outro serviço socioassistencial.
- Leia as atribuições e confira a escolaridade e os demais requisitos indicados no edital ou na contratação.
- Observe se a rotina inclui atividades em grupo, planejamento, registros, reuniões de equipe e articulação com a comunidade.
- Consulte os procedimentos locais sobre privacidade das informações e encaminhamentos para outros serviços.
Perguntas frequentes
O que um educador social faz em um CRAS?
Desenvolve atividades socioeducativas, de convivência e socialização, facilita oficinas e apoia o planejamento, os registros e a articulação da equipe, conforme o serviço e a organização local.
Educador social é considerado professor?
Não automaticamente. A Lei nº 15.326/2026 se refere a professores da educação infantil sob condições específicas; ela não estabelece uma equivalência geral para educadores sociais que atuam em CRAS.
É obrigatório ter nível superior para atuar como educador social?
A Resolução CNAS nº 9/2014 apresenta a ocupação entre as de nível médio no SUAS. Para saber o que uma oportunidade exige, confira o edital ou a descrição da vaga, que pode detalhar requisitos locais.
Qual é o salário de uma educadora social?
A resolução nacional consultada descreve atribuições, mas não informa um valor salarial. Sem uma vaga e um município definidos, não é possível indicar uma remuneração aplicável; consulte o edital, o plano de carreira ou o instrumento de contratação correspondente.
Conclusão
Em um CRAS, o educador social contribui para ações socioeducativas e de convivência, articuladas ao trabalho da equipe e aos objetivos da proteção social básica. Conhecer o serviço, as atribuições e os requisitos descritos para cada vaga ajuda a avaliar com mais clareza essa possibilidade de atuação profissional.
Fontes consultadas
- Acessar o Centro de Referência da Assistência Social
- aplicacoes.mds.gov.br
- Convivência e Fortalecimento de Vínculos — Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
- L15326
Referências
- Fonte: conjur.com.br
- Fonte: faculdade.grancursosonline.com.br
- Fonte: querobolsa.com.br
- Fonte: www.aracaju.se.gov.br
- Fonte: www.guiadacarreira.com.br
- Fonte: www.instagram.com
- Fonte: www.novaconcursos.com.br
- Fonte: www.youtube.com
- Fonte: www.youtube.com
Continue sua formação
Explore as opções de formação e conheça os cursos e oportunidades da FASUL. Conheça os cursos e oportunidades da FASUL.